A Comunicação Integrada exige a atuação de um profissional específico, que profissonal é esse?

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Comunicação

 Uma vez que as relações sociais ocorrem através de processos comunicacionais, a área de comunicação dentro das organizações também deveria ser repensada, conforme as novas tendências, assumindo uma posição estratégica perante a direção. Mas isso, infelizmente, ainda não é tão comum na realidade brasileira.

  Três mudanças de atitude são essenciais para que a are a de comunicação atinja status de inteligência organizacional e, consequentemente, área estratégica. A primeira diz respeito à adoção da filosofia da comunicação integrada; a segunda, à prática do planejamento estratégico da comunicação, com base em levantamento de dados realizados por meio de metodologias científicas e de desenvolvimento de índices ou métodos de mensuração dos resultados dos planos; por último, mas não menos importante, pelo contrário, a formalização de uma política de comunicação que oriente as ações de relacionamento com os públicos estratégicos, continue lendo: http://goo.gl/dmYa06

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Principais atividades de RP

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 De acordo com o texto Relações Públicas: Teoria, História, Técnicas e Instrumentos da professora Maria Emília de Oliveira Pereira Abbud, Doutora em Ciências, Programa de Psicologia da Universidade de São Paulo – USP, as principais atividades de Relações Públicas são: assessoria, pesquisa, planejamento, execução e avaliação. 

Assessoria: Sugere à alta administração políticas para os setores de opinião pública.

• Política de RP (planos de comunicação, gestão de curso);

• Políticas de publicidade institucional;

• Políticas de relações industriais;

• Políticas voltadas para o marketing;

• Políticas no tratamento com os diversos setores de opinião pública.

Pesquisa: Realiza todas aquelas pesquisas que entende necessárias para respaldar o seu trabalho, tais como:

• Pesquisa de opinião pública e análise de resultados;

• Análise de recortes de imprensa;

• Análise de entrevistas com líderes de opinião;

• Análise de correspondências;

• Definição dos públicos de interesse da empresa;

• Promoção e análise de resultados de pesquisa e leitura;

• Elaboração de calendários de eventos e promoções;

• Análise de pesquisa de audiência;

• Detecção de situações da empresa que possam afetar sua imagem entre a opinião pública.

Planejamento: Elabora planos, programas e projetos de Relações Públicas e requisita recursos humano, materiais e físicos para sua execução, por exemplo:

• Elabora planos de campanha e operações de Relações Públicas;

• Planeja campanhas institucionais de publicidade;

• Seleciona pessoal para execução de programas;

• Apresenta e explica os programas à direção.

Execução: Realiza todos os trabalhos concernentes à divulgação jornalística, comunicação com os públicos e eventos, por exemplo:

Divulgação jornalística externa

• Elabora e distribui noticiários por meio de press-releases (textos informativos) para os veículos de comunicação social.

• Organiza e dirige entrevistas coletivas;

• Mantém contatos permanentes com a imprensa;

• Supervisiona coberturas fotográficas e de TV, orientando a realização do trabalho

• Organiza e mantém atualizados arquivos de imprensa, fotografias e filmes.

Comunicação entre a empresa e seu público

• Elabora publicações da empresa (house-organs), para funcionários, clientes, fornecedores, etc;

• Elabora folhetos, relatórios, livros, cartazes, etc;

• Sugere campanhas publicitárias;

• Elabora promoções institucionais;

• Elabora quadro de avisos, exposições, mostras, etc;

• Organiza e dirige visitas às instalações, viagens, etc;

• Redige discursos, mensagens, correspondências, etc;

• Cria e dirige sistemas de comunicação específicos;

• Elabora materiais audiovisuais;

• Mantém contatos pessoais por outros meios com líderes de opinião, empresários, autoridades, etc;

• Atende consultas, pedidos, etc;

• Organiza entrevistas e contatos com a direção da empresa.

Eventos e promoções especiais

• Organiza promoções e eventos, tais como: inaugurações, comemorações, congressos, conferências, simpósios, etc;

• Dirige cerimoniais;

• Representa a empresa e sua direção;

• Mantém cadastro de líderes de opinião de interesses da empresa.

Gerência de assuntos públicos 

• Elabora cadastro de assuntos de interesse público afeto à empresa;

• Organiza grupos de trabalho específicos para cada assunto;

• Coordena o trabalho desses grupos e apresenta sugestões à diretoria;

• Coordena a execução de atividades sugeridas por esses grupos e aprovados pela direção da empresa.

Avaliação: Avalia o resultado dos trabalhos desenvolvidos, empregando técnicas de pesquisa.

RP É GESTOR DA COMUNICAÇÃO

   Entre as carreiras na área de comunicação, os estudantes geralmente ficam em dúvida entre jornalismo e publicidade. Poucos lançam um olhar mais atento para relações públicas, ainda que a profissão tenha várias possibilidades de trabalho.

  Para a professora do curso de relações públicas da UNESP Dalva Aleixo Dias, a profissão ainda não é totalmente compreendida. “Antes cuidávamos mais da imagem de uma organização, mas hoje fazemos mais gestão do que divulgação. Trabalhamos de implantação e inserção da organização na comunidade, com pesquisas de mercado e opinião, até planos de comunicação e gestão de crise.”, explica. O trabalho pode ser feito em empresas, na área pública no terceiro setor.

  Algumas vezes, o RP não aparece muito por duas razões: o profissional se mescla com outros setores, como recursos humanos ou marketing ou atua de forma estratégica, longe dos holofotes. “O que nos cabe é levantar e definir a identidade da organização e colocar isso em forma de mensagem que vai para * pública. Como esse contexto vai ser passado depende mais do pessoal de linha de frente – marketing, jornalistas, designers. O bom RP não aparece, trabalhamos nos bastidores.”

  Margarida Krohling Kunsch, coordenadora do curso de RP da USP, diz que a intenção é formar, cada vez mais, gestores, estrategistas de comunicação. “É uma profissão sedutora porque você vai ter que pensar planejar, ouvir os públicos. E precisa do apoio do pessoal das outras áreas”, afirma.

  De acordo com a coordenadora, existem 75 cursos de RP no Brasil, e a área vive um bom momento. “É um campo estratégico importante, há mercados, mas muitas vezes com outros nomes.”

   Joyce Perpétuo, 23, aluna do quarto ano de RP da UNESP, já era uma estrategista sem saber, mas contou com um golpe de sorte. Ela pretendia cursar jornalismo e resolveu entrar em RP pra depois tentar pedir transferência, mas se encantou pelo curso, “Eu era muito ligada à comunicação, gostava de ler, escrever, e jornalismo era a área mais conhecida. No cursinho, você fica sabendo mais sobre as profissões tradicionais. Falta muita informação sobre a carreira, que é brilhante e está em ascensão”, diz.

  O que seduziu Joyce foi a idéia de trabalhar com todas as formas de comunicação. “A gente sempre tem um plano, uma estratégia. Gostei da possibilidade de poder trabalhar com a comunicação mais direta, que é a institucional.”

Eventos

 O profissional de RP foi, durante muito tempo, visto como aquele que organizava festas e eventos, mas especialistas afirmam que essa imagem está mudando. “O evento tem que ser entendido como um todo, como parte de um mix da comunicação”, afirma Margarida. “É uma atividade muito produtiva, que não pode ser menosprezada, mas não é a única.”

  A professora Dalva também é contra o estereótipo. “Nós não temos mais vergonha de fazer eventos, mas não fazemos só isso. A visão do promotor de festinhas acabou.”

Relação com negócios atraiu Cristina

 Se o RP é alguém que domina a comunicação, Cristina Beraldo, 29, é uma ótima representante da categoria. Baixinha, a gerente de comunicação interna da Unilever na América Latina fica gigante quando começa a interagir com as pessoas e, bem articulada, ganha qualquer interlocutor.

   A opção pela carreira veio após muita pesquisa. Cristina até pensou em fazer administração de empresas, mas, quando aprendeu mais sobre relações públicas, percebeu que era isso o que queria. “O que me levou a essa opção foi a comunicação interna e o trabalho relacionado à negócios, à vida corporativa.” Na faculdade, segundo ela, as disciplina de base deram uma visão muito boa, e a parte técnica também foi muito rica.

  Depois de um estágio de um ano na Votorantim, entrou na Unilever como trainee. Atuou em uma área que cuida da cultura institucional, ou seja, identifica o jeitão de cada empresa e difunde esse espírito internamente.

  Hoje ela é responsável * da empresa, em Londres, e os países da América Latina. “Globalmente, a gente pensa em como passar conceitos para os funcionários. Converso com os países e cada um vai adaptar a mensagem para a sua realidade local”, explica.

  Além do trabalho em âmbito mundial, Cristina deve dominar também a comunicação dentro de casa. Precisa entender desde o presidente até ganhar a confiança do cara da linha de produção. É importante transitar em todos os níveis. Credibilidade e confiança são muito importantes em RP.

Constança Tatsch – Da redação

 Veja a matéria completa no acervo Folha de São Paulo

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Conheça a Carreira de Relações Públicas

Guia_RP

Guia_RP

O portal de notícias G1 realizou, em 2011, uma série de reportagens sobre profissões. O guia de carreiras sobre Relações Públicas esclarece aspectos básicos sobre a atuação deste profissional. Destacam-se informações sobre: o que faz, onde atua, perfil e salário inicial.  É possível ainda assistir um vídeo que esclarece o mercado de trabalho do profissional de RP.

” O profissional responsável por construir imagens e reputações não pode ignorar o poder das redes sociais. Twitter, facebook e outros canais de comunicação não convencionais ajudaram a expandir o mercado para os profissionais formados em relações públicas.

“O conceito das mídias sociais é um espaço que veio para ficar. Antes o Orkut era a grande moda, hoje está fora de linha e o facebook é a grande ferramente. Tudo isso vai passar, com certeza, mas a necessidade de dialogar nesses espaços veio para ficar”, diz Luiz Alberto de Farias, professor e presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas.

Confira aqui a reportagem na íntegra

O que são Relações Públicas? O que faz um relações-públicas?

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Existem entendimentos distintos a respeito do conceito de Relações Públicas. Dentre as várias abordagens existentes, podemos citar:
1) Permitir à empresa manter integração com o ambiente, buscando uma evolução de desempenho, mais reagente e inovadora, o que assegura o sucesso e a sobrevivência no longo prazo, bem como a ascensão da companhia no mercado;
2) transformar a organização reativa em uma entidade proativa (“Que toma atitudes para resolver problemas antes que eles aconteçam.”).
A natureza e o papel das Relações Públicas é alterar uma situação presente, talvez desfavorável, para um posicionamento futuro mais coeso com a direção dada ao objeto social que se pretende modificar. O profissional de relações públicas deve ter os instrumentos necessários para efetivar diálogos duradouros com os diversos grupos de interesse da organização, empresa, instituição, etc., a qual representa. Com essa visão, as Relações Públicas assumem uma posição política fundamental na moldagem empresa/públicos e públicos/empresa. Suas atividades elevam “o nível de entendimento, solidariedade e colaboração entre uma entidade, pública ou privada, e os grupos sociais a ela ligados, num processo de interação de interesses legítimos, para promover o desenvolvimento recíproco e da comunidade a que pertencem.” ANDRADE, C.T.S. Para entender…, op. cit., p.42.
O papel de um relações-públicas e o processo de Relações Públicas mais adequado às organizações em geral é aquele articulado por Andrade, – ANDRADE, Para entender…, op. Cit., p.89-101 – pela sua praticidade e pelo caráter global das atividades propostas e desenvolvidas, que prevê seis fases:
1ª Fase: Determinação do grupo e sua identificação como público. (Primeiro conheça o seu público e depois saiba como alcançá-lo)
2ª Fase: Apreciação do comportamento do público.
3ª Fase: Levantamento das condições internas.
4ª Fase: Revisão e ajustamento da política administrativa.
5ª Fase: Amplo programa de informações.
6ª Fase: Controle e avaliação dos resultados.
Esse processo é perene, adaptável e sensível ao tempo, admite a flexibilidade, simultaneidade e correlação entre as sua fases por privilegiar, basicamente, o completo estudo dos públicos – finalidade principal das Relações Públicas. “Todas as atividades de Relações Públicas, como ações humanas, caracterizam-se pela sua extrema flexibilidade. O profissional de Relações Públicas tem de acompanhar a ação das Relações Públicas e adaptá-las às circunstâncias emergentes. É claro que o grande elemento condicionante é sempre o público ao qual as Relações Públicas se destinam.” PENTEADO, J.R. Whitaker. Relações públicas nas empresas modernas. 3. Ed. São Paulo: Pioneira, 1984.
Portanto, as funções básicas de um profissional de Relações Públicas são:
• Pesquisa;
• assessoramento;
• coordenação;
• planejamento;
• execução;
•controle;
• avaliação.

 MOUSSALLEM, Debora Almeida. Oque são Relações Públicas? O que faz um relações-públicas?. Manaus, 2012. Disponível em: www.dossierp.wordpress.com